17 janeiro 2010

João.

Existia alguma coisa de muito errada no modo como ele se expressava. Era rebuscado demais, forçado demais. Era apenas a aparencia de algo que eu me recusava a acreditar que ele era: algum super gênio da escrita, da vida, das sensações. Não, não mesmo.
Aquele menininho sem experiências (não que eu tivesse alguma, no alto dos meus 17 adolescentes anos), sem nenhum tipo de brilho, sem nenhum tipo de sinal que evidenciasse que ele devesse ser mais que todos os outros, não, ele não tinha o direito de se expressar daquele jeito. De falar daquele jeito. De (se) retratar daquele jeito. Não, definitivamente não.
Então fiz minha rebelião. Me recusei a achá-lo genial (não sei se por que ele não era, ou por que eu sou cabeça-dura demais pra admitir. Eu acredito, com minha cabeça-dura, que seja a primeira opção.), me recusei a gostar, admirar, qualquer de seus feitos, seus atos, seus escritos. E o fiz. E enquanto o mundo se abria em "ah" e "oh", meus olhos reviravam. Nada, nada demais. Nada de extra, de incrível, para os meus críticos olhos de menina mimada. De amante das letras, das histórias, das narrativas e dos mocinhos e mocinhas ingenuos e tontos das histórias.
E eu, convencida de mim e dele, fechei meus olhos.
E o desprezei.

3 comentários:

  1. Adorei baixinha...
    muito mesmo...
    e vc sempre mostrando que é capaz de melhorar...
    bjs

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  2. Vou te falar, que me identifiquei. Me lembrando de duas ou mais pessoas que estão no nosso círculo (ou icosagono) de amizades. Amei, pre. *_*

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  3. Aqui é lindo...
    texto legal... beijos

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agora é a hora em que você rabisca a sua mensagem no meu infinito pessoal :)


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