- A gente não pode ser, você sabe, amigo?
A separação pairava sobre suas cabeças, pesada e irrefreável como um divisor de águas: antes e depois deles. E os olhos dela marejavam um amor que ainda sentia, vivo, no peito e uma nova vida, vazia, sem ele. Mas se ele queria uma vida sem ela, nada lhe restava além de se despedir. Uma despedida que parecia errada só por existir. Uma despedida que engolia demais. Amor demais, tempo demais. Eles demais.
- Não. - E o tom dela era categórico. - Não, a gente não pode.
- Mas eu não queria, voce sabe, perder o contato com voce. Eu nao queria que a gente se afastasse só por que não estamos mais juntos como antes... - E ele capturou o olhar decidido dela e fraquejou. Mas completou, assim mesmo. - Eu queria ter você sempre por perto.
- Não dá. - E a voz dela amoleceu. - Não cabe. Não mesmo.
- Por que não?
- Por que a gente viveu demais... Viveu muito e foi lindo, e se tem que acabar... Não pode sobrar nada. Só a lembrança, você entende?
- Não, não consigo.
- Nós tivemos muito juntos, amor. - E ela corou de leve por não conseguir refrear a palavra com a qual sempre o definiu. Amor. - É isso, vê? - Ela gesticulou como quem se dá de exemplo, de explicação. - Não existe uma maneira de diminuir tudo aquilo que foi tão intenso e tão grande entre a gente até restar apenas uma boa amizade. Não pode restar nada. Qualquer centelha, qualquer fagulha que sobre vai ser sempre muito mais que isso. Pra mim e pra você.
- Eu sinto muito por isso. Eu não...
- Sente não. Eu prometo que vou tentar não sentir também. - E a voz não era uma acusação, mas um pedido. Afável, suave e carinhoso. Sua despedida. Ela sorriu. - Vai ser feliz, vai?
18 novembro 2010
14 novembro 2010
10 novembro 2010
Suspira, que é desculpa.
Então, o título é promissor, mas o post nem tanto, haha.
Gente, desculpa a demora. Não foi descaso, nem falta de criatividade (contei 12 textos que estão no Bohemio, o meu caderno de rascunho, que estão para ser postados aqui). Foi preguiça mesmo.
Eu andei pensando em mudar o template do infinito também, então tenho me concentrado em frequentar esses sites que disponibilizam backgrounds (por que eu ainda nao obtive muito sucesso com os meus próprios) e tenho tentado fazer alguma coisa nova. Mas não consegui nada.
Nesse meio tempo, estou resolvendo problemas do Três Lápis, meu mais novo e adorado blog, em conjunto com a Zoe e a Mel do DeFatto. Ele é um blog literário (embora não goste muito dessa definição. Blog literário não deveria ser um que poste literatura, ao invés de comentar sobre ela?) Anyway, é um blog literário onde nós vamos falar sobre os livros que lemos (bem ou mal, haha). Sintam-se a vontade para comentar lá e seguir também.
Cheguem lá *-*
Então, era só isso.
Aguardem mudanças no look do infinito pra breve.
E aguardem as postagens também, haha.
Enquanto isso, leiam e comentem os antigos, que vocês nunca comentaram... Eu quase tenho coisa pra caramba postada, vai? x)
Beijo, Beijo.
Gente, desculpa a demora. Não foi descaso, nem falta de criatividade (contei 12 textos que estão no Bohemio, o meu caderno de rascunho, que estão para ser postados aqui). Foi preguiça mesmo.
Eu andei pensando em mudar o template do infinito também, então tenho me concentrado em frequentar esses sites que disponibilizam backgrounds (por que eu ainda nao obtive muito sucesso com os meus próprios) e tenho tentado fazer alguma coisa nova. Mas não consegui nada.
Nesse meio tempo, estou resolvendo problemas do Três Lápis, meu mais novo e adorado blog, em conjunto com a Zoe e a Mel do DeFatto. Ele é um blog literário (embora não goste muito dessa definição. Blog literário não deveria ser um que poste literatura, ao invés de comentar sobre ela?) Anyway, é um blog literário onde nós vamos falar sobre os livros que lemos (bem ou mal, haha). Sintam-se a vontade para comentar lá e seguir também.
Cheguem lá *-*
Então, era só isso.
Aguardem mudanças no look do infinito pra breve.
E aguardem as postagens também, haha.
Enquanto isso, leiam e comentem os antigos, que vocês nunca comentaram... Eu quase tenho coisa pra caramba postada, vai? x)
Beijo, Beijo.
04 novembro 2010
Tenso
Ele murmurou alguma coisa acerca do quando me amava. Admito que não prestei atenção nele. Eu não tinha muita certeza se andava merecendo ser amada. Eu andava me sentindo muito pouco. Pequena demais para ter qualquer importância. E embora tudo o que eu quisesse fosse um bom colo, eu já passara tanto tempo me embalando que não sabia se, de fato, eu poderia ter alguma afeição. Soava errado. Soava tenso, e não intenso como deveria soar. Soava errado.
Mas era tão quente...
Mas era tão quente...
31 outubro 2010
Pensando en ti...
Visão
Voltava os olhos pra mim com tanto calor que eu via muito além do castanho. Via luz. E me parecia tão perfeita que, como um anjo, me levava as dores e as preocupações. Mas era tão distraída que não reconhecia em mim amor, e sorria meio vazio, meio desejosa, ás vezes. E eu, fraco de palavras e declarações, lhe fazia carinhos e lhe olhava nos olhos para mostrar o que sentia. O que sinto, ainda hoje, por aquela pequena mulher que me sorri pelas manhãs. E eu tento. Chamo-lhe de amor, o meu amor, e entrelaço nossas mãos numa promessa. Faço de tudo que posso para mostrar-lhe e desenho no ar nossos nomes num pedido msem palavras pela eternidade. E deixo claro, como posso, para minha pequena -que se recusa a ver - que o meu azul só quer aquele castanho. Que minhas mãos só querem as dela e que meu coração há muito descobriu que não pode haver nenhuma outra. Ele bate castanho. Bate por ela.
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