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13 novembro 2015
Necessidades.
A verdade é que eu preciso de alguém que tenha vontades incessantes de mim, alguém com um desejo tão incontrolável que acorde no meio da noite necessitando da minha voz, do meu toque, do meu corpo no lado oposto da cama, que seja. Eu preciso de mais, uma sede por contato, por abraço, pele, olhar e saudade, eu quero saudade constante, eu quero que afogue nos meus olhos e que suspire pelo meu sorriso. Sou demais, intensa demais pra meio desejo, medo ou incertezas. Quero reciprocidade, quero interminável fome dos meus braços em volta da sua cintura, quero desejo gritado de respirar comigo o oxigênio, eu e você, sem segredos, só suspiros, só vontades, só lábios sobre a pele e risos atrás de curvas. Quero que não haja barreiras, quero ser casal que transborda, quero me misturar pelas suas linhas, me confundir com os seus finais, quero ser, preciso ser, preciso ser precisada, por que quero dividir. Cansei de amar demais, cansei de amar sozinha, cansei. Então seja, seja, seja. Ou que seja.
13 abril 2014
Vai (E não volta mais).
Eu quero tirar teu gosto dos meus lábios. Por que queima a pele e machuca a alma e deixa cicatrizes em lugares muito bem escondidos de mim que você tenha sido o último a me ter tão perto, entre os braços, selando meus lábios com os teus e entrelaçando teus dedos pelo meu cabelo, fazendo correr pela minha espinha o melhor tipo de arrepio. E me mata que o ultimo abraço que me tirou do chão seja teu, que a ultima vez em que eu fechei os olhos e me senti em casa foi cercada de você. Me machuca que eu não possa lembrar o que é doçura sem ter você como referência. Você estava aqui. Você esteve comigo. E eu te senti, só você e você inteiro, em todos os cantos de mim que tem consciência e sentem saudade.
E eu te odeio por isso.
E odeio ainda mais que eu não consiga esquecer, não importa quantas fotos eu rasgue ou quantas vezes eu grite pras paredes e pros amigos e pras pessoas passando na minha calçada que eu quero mais é você longe da minha mente. Você ainda está aqui e eu ainda consigo ver claramente os teus olhos quando eu fecho os meus, aquele estúpido tom de verde iluminando minhas memórias como uma droga de um farol. Eu odeio isso. Eu odeio que eu queira tanto vê-los de novo. Que eu queira estar perto de novo.
Então, por favor, faça parar. Me faz parar de querer rasgar meu cérebro em tiras apenas pra fazer cessar os pensamentos tão súbitos e constantes sobre você. Sobre nós. Então, por favor, vá embora. Deixe minha mente de uma vez. Deixe meus lábios de uma vez. Deixa minha vida de uma vez.
E não volta mais.
05 junho 2013
Querida Daisy,
Peço-te perdão pela intrusão, pela pressa e pelo tom forçado de poesia que escorre de mim, mas já não sou capaz de calar o peito ou de aguardar, nem um segundo a mais, pela sua resposta. E eu sei que é rude, mas oras, nunca soube ignorar meus instintos. Estou desesperada.
Minha insônia e as palavras que não sei ordenar não tem me deixado descansar. Não sei bem o que fazer de mim. Tenho evitado as lágrimas, por que tenho essa sensação de que, uma vez que comece, não serei capaz de parar, e acho que ainda não estou pronta pra encarar esses demônios.Por isso, tenho evitado os espelhos.
Não sei bem o que espero dessa mensagem. Não quero uma resposta ou uma solução.Quero um fim. Deus sabe que, se estou de pé nesse desfiladeiro, é por que tenho medo do que me espera depois do salto. Sou muito da menina católica que vovó criou para me permitir tirar de mim a vida que me foi dada. Sei bem que não tenho o direito. Mas estou evitando as ribanceiras, só por precaução. Já me despi da esperança, mas não quero dar espaço pro manto da loucura. Não quero mesmo.
Hoje foi difícil. Todas as lágrimas alheias pareciam rolar por mim e todas as músicas pareciam cantar meu coração partido pela vida que não vivi. E eu não sei dizer quanto do meu sal ficou contra a janela, ou quantos olhos me viram balbuciar a letra que pedia às vozes que gostassem de mim, por que eu só queria ser aquecida, amada, confortada. E todas as palavras que guardei e disse, e todos os abraços que me embalaram, por um segundo, me colaram por mais uma noite, mais um pouco, só um pouco, até que esta carta ficasse cheia de mim em pedaços, em sobras, em água e sal. Mas eu sei que você não se incomoda, que você me aceita partida e que você me entende quando em escala de cinza, por que a gente fala em poesia, em azul e em Leminsky, mas sabe bem o que se enconde sobre as nuvens. E tem chovido em mim sem parar, Daisy. Tem chovido oceanos.
Eu já te contei que não sei nadar, Daisy? Nunca aprendi. E essa coisa de acompanhar a correnteza, de rio da vida, de oceano de mim, tem me afogado um pouco. Tá quase impossível manter a cabeça pra fora d'água. Acho que é difícil mesmo boiar quando se quer afundar (mas não se preocupe, Daisy, querida. Essa carta é só um desabafo. Ainda não estou abraçando âncoras. Ainda tô firme.).
Te escrevo de novo se conseguir chegar á praia. Colocarei uns grãos de areia no envelope, que é pra você dividir comigo um pôr-do-sol em terra firme. Pra compartilhar da minha paz de espírito.
Minha insônia e as palavras que não sei ordenar não tem me deixado descansar. Não sei bem o que fazer de mim. Tenho evitado as lágrimas, por que tenho essa sensação de que, uma vez que comece, não serei capaz de parar, e acho que ainda não estou pronta pra encarar esses demônios.
Não sei bem o que espero dessa mensagem. Não quero uma resposta ou uma solução.Quero um fim. Deus sabe que, se estou de pé nesse desfiladeiro, é por que tenho medo do que me espera depois do salto. Sou muito da menina católica que vovó criou para me permitir tirar de mim a vida que me foi dada. Sei bem que não tenho o direito. Mas estou evitando as ribanceiras, só por precaução. Já me despi da esperança, mas não quero dar espaço pro manto da loucura. Não quero mesmo.
Hoje foi difícil. Todas as lágrimas alheias pareciam rolar por mim e todas as músicas pareciam cantar meu coração partido pela vida que não vivi. E eu não sei dizer quanto do meu sal ficou contra a janela, ou quantos olhos me viram balbuciar a letra que pedia às vozes que gostassem de mim, por que eu só queria ser aquecida, amada, confortada. E todas as palavras que guardei e disse, e todos os abraços que me embalaram, por um segundo, me colaram por mais uma noite, mais um pouco, só um pouco, até que esta carta ficasse cheia de mim em pedaços, em sobras, em água e sal. Mas eu sei que você não se incomoda, que você me aceita partida e que você me entende quando em escala de cinza, por que a gente fala em poesia, em azul e em Leminsky, mas sabe bem o que se enconde sobre as nuvens. E tem chovido em mim sem parar, Daisy. Tem chovido oceanos.
Eu já te contei que não sei nadar, Daisy? Nunca aprendi. E essa coisa de acompanhar a correnteza, de rio da vida, de oceano de mim, tem me afogado um pouco. Tá quase impossível manter a cabeça pra fora d'água. Acho que é difícil mesmo boiar quando se quer afundar (mas não se preocupe, Daisy, querida. Essa carta é só um desabafo.
Te escrevo de novo se conseguir chegar á praia. Colocarei uns grãos de areia no envelope, que é pra você dividir comigo um pôr-do-sol em terra firme. Pra compartilhar da minha paz de espírito.
Até outro dia,
da amiga,
T.
24 dezembro 2012
Sobre o natal em várias páginas.
No dia 05 de dezembro de 2012, dona Bruna N. Leôncio me fez um lindo-de-morrer convite: um texto de natal para um bloco especial de postagens (devidamente explicado aqui) no blog dela, o Confesiones (sou fã, vai lá ler). Vou dizer, porque eu sei que vocês não sabem, que desde que eu me mudei cá pra roça, eu perdi o gosto no natal. Perdi mesmo, de ficar deprimida e tudo. E então, parei de escrever nele. Sobre ele. Essas coisas. Mas, a pedido da Bru, que é toda feita de ser minha inspiração literária, resolvi colocar meus dedinhos e meu coração para funcionar esse ano. E aí eu fui e escrevi três histórias. Me excedi um pouquinho, fiz coisas enormes e acabei perdendo completamente o prazo que a linda da Bru me deu, só pra não destoar da minha personalidade habitual de pessoa perdida... Mas terminei, enviei e isso é que o importante.
![]() |
| Eu e o papai noel te desejamos feliz natal. HOHOHO! |
Anyway, vou postar os textos cá no blog antes do ano novo, provavelmente preferencialmente, e vou linká-los fofos aqui neste post conforme eu o fizer. E esse post é só pra explicar tudo isso. Afinal, não é um lugar-escrito de Thainá Caldas se não tiver uma falação aleatória de vez em quando. Eu sou toda feita de falações aleatórias, afinal de contas.
Tudo isso dito, postarei.
Espero que gostem.
E as histórias de natal são...
- Vou Ler Histórias - Parte 1.
- Vou Ler Histórias - Parte 2
- Natal Para Sempre
- Do Amor Como Um Todo
Beijos, beijos,
e um Feliz Natal para vocês!
Thai.
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